O segredo para guardar os estudos na memória

O segredo para guardar os estudos na memória é compreender como o nosso cérebro funciona. Desse modo, precisamos entender que esquecer é um processo natural da nossa mente e que isso independe da idade. Pois, assim como as memórias de computador têm limites, o nosso cérebro também possui suas restrições. Imagina só se nós guardássemos absolutamente tudo o que aprendemos durante toda a vida! Seria um caos!

Eu sei o que você está pensando: “mas isso é tão ruim pra quem está estudando para o ENEM e precisa guardar muitas informações!” Sua preocupação é compreensível, mas você sabia que existe uma maneira de driblar essa situação? Revisões programadas são a melhor maneira de dar uma forcinha para o nosso cérebro.

Mas vamos com calma. Primeiro, vamos compreender como funciona o processo de esquecimento para só depois entenderemos como guardar os estudos na memória.

Curva de esquecimento

A curva de esquecimento é um conceito criado pelo filósofo alemão Hermann Ebbinghaus, que depois de fazer diversos testes, montou um gráfico que demonstra a relação (percentual) da retenção de conhecimento X tempo.

Gráfico mostrando como a curva de esquecimento nos impede de guardar os estudos na memória.
Gráfico da curva de esquecimento.

Segundo o gráfico, a retenção inicial de conhecimento chega ao nível de 100% e vai caindo com o passar do tempo. Desse modo, em 20 minutos, essa retenção decresce para aproximadamente 55%. Ao passo que, em 24h, cai para 30%. Em 7 dias, reduz para algo em torno de 20% e em 30 dias, cai drasticamente para 5%.

Isso quer dizer que, se não fizermos uma forcinha, não vai ser fácil guardar os estudos na memória e todo o nosso esforço será perdido. Por isso, a ideia é fazer revisões em determinados espaços de tempo e esse gráfico também pode nos ajudar nisso.

Revisões programadas contra o esquecimento

Sempre que você concluir os estudos de alguma disciplina, faça uma revisão rápida, retomando os pontos que você anotou. No dia seguinte, antes de retomar seus estudos e começar um assunto novo, faça uma nova revisão. Essa será equivalente a 24 horas depois. Passados 7 dias, revise aquele conteúdo novamente. E, então, após 15 dias, faça mais uma revisão. A próxima deverá ocorrer em 30 dias e, depois, a cada 30 dias.

Lembre-se de que as revisões valem para cada novo conteúdo que você estudar. Por isso, é importante que você organize um cronograma para não perder nenhuma revisão importante. Pense que se você não fizer essa revisões, não conseguirá guardar as informações na sua memória, pois elas vão se perder com o esquecimento natural.

“Sem tempo, irmão”

Sim, posso ler seu pensamento novamente: “eu já tenho toneladas de assunto para estudar pro ENEM, então como você acha que vou dar conta de tantas revisões assim?”. Bem, antes da minha resposta, precisamos combinar uma coisa: você já entendeu a necessidade das revisões para fixar conteúdos na sua memória, não é verdade?

Pense que, caso você não cumpra essa parte da sua rotina de estudos, você perderá tudo o que estudou. E, o pior, terá que estudar tudo novamente quando precisar rever aquele conteúdo no momento de resolver algum simulado. Ou seja, você perderá o dobro do tempo. Então, não encare as revisões como perda de tempo, porque elas são justamente o contrário.

Agora, respondendo a sua pergunta. A maneira de dar conta das revisões é se programando, por isso chamamos de “revisões programadas”.

Leia nosso arquivo sobre “A maneira mais eficiente de fazer revisões para o Enem” e saiba como programar as suas revisões.

Garoto com uma lâmpada gigante na cabeça como se fosse um chapéu

Como facilitar as revisões

A hora em que você está aprendendo um novo conteúdo é o momento ideal para fazer resumos esquemáticos e mapas mentais, pois eles vão ajudá-lo a organizar as informações novas e a seguir uma linha de raciocínio. Assim, você fica mais atento e não perde a concentração.

Os resumos esquemáticos e os mapas mentais são seu material de revisão. Por isso é tão importante construí-los no momento em que você estiver estudando um assunto sozinho, fazendo questões ou mesmo durante uma aula expositiva.

Leia também: Aprenda de uma vez por todas como fazer um mapa mental.

Afinal, devanear é a coisa mais comum de acontecer quando você só observa alguém falar por horas. Então, esteja na sala de aula, assistindo a alguma videoaula ou fazendo questões, não deixe de fazer anotações e montar seu material de revisão. Eles servirão tanto para o momento de apreensão de um conteúdo novo quanto para ajudar você a relembrar o conteúdo na hora da revisão.

Assim, se você não tiver esse material em mãos na hora de revisar, você terá que refazer o seu estudo para relembrar tudo e, aí sim, temos uma grande perda de tempo. Percebeu a importância de organizar todos os momentos do seu estudo?

Garota de pernas cruzadas e mãos juntas meditando.

Ah, mas antes que eu esqueça…

Exercitar a mente é importantíssimo para driblar a curva de esquecimento, mas lembre-se sempre daquele ditado: “corpo são, mente sã”. Atividade física e boa alimentação também ajudarão muito a sua memória.

É… fixar o conteúdo exige mesmo muito trabalho, mas não desanime. Com o tempo, revisar e estudar se tornará algo rotineiro e intuitivo.

Mas e então? Já tinha ouvido falar de curva de esquecimento? Conta pra gente qual a sua dica para guardar os estudos na memória.

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