Motivos para não trocar o material de estudo

Não trocar o material de estudo é importante para favorecer a memorização e o aprendizado a partir da formação de referências visuais para o cérebro.

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Trocar o material de estudo ou não trocar? Eis a dúvida. Se você estuda sozinho, certamente já passou por essa angústia de não conseguir decidir quanto ao melhor material de estudo adotar durante o ano. Nessa aflição, pode ser que você acabe trocando diversas vezes para testar coisas novas, ver qual o melhor e, de repente, trocar o seu material por aquele de um amigo que já passou no Enem. Ok, pesquisar o melhor material de estudo é algo válido, mas você sabia que a opção mais recomendada é permanecer com o mesmo material durante longo prazo? Os benefícios para nossa memória e aprendizado são extremamente relevantes quando guardamos nosso material na gaveta e no coração.

Escolhendo o material inicial

Antes de iniciar seu ano de estudos, faça diversas pesquisas em livrarias, bibliotecas, na internet, com os amigos, etc. Abra os livros e apostilas, observe o conteúdo, a linguagem, as atividades. Se possível, passe um tempo com eles lendo trechos e observe como você reage.

O ideal é que você se identifique com a linguagem, com a metodologia e que, claro, ele traga tudo o que você precisa. Assim, você não vai precisar trocar o material de estudo bem no meio da sua jornada. No entanto, isso não quer dizer que você não possa ter mais de um livro ou apostila, mas –  sim – que você deve manter o mesmo material consigo ao longo do tempo.

Garota de costas segurando uma caneta gigante e escrevendo em um caderno também gigante colado na parede. A imagem representa motivos para não trocar o material de estudos.

Não trocar o material de estudo

A importância de permanecer com o mesmo material de estudo é o valor visual que ele agrega para a sua memorização e aprendizado, pois quanto mais entramos em contato com algo, mais nossa mente guarda aquela informação. Por isso, quando estudamos, precisamos fazer revisões constantes. E não trocar o material de estudo age justamente nesse ponto, já que o nosso cérebro faz referências visuais às páginas dos livros, às anotações que fazemos nos post-its, aos mapas mentais que criamos e aos resumos que escrevemos.

Afinal de contas, o material de estudo não se restringe só aos livros e apostilas, mas engloba também tudo aquilo que produzimos com nossas próprias palavras e até os esquemas que criamos para facilitar nosso entendimento.

Então, tudo isso (livros, apostilas, mapas mentais, resumos, lista de exercícios) deve permanecer com você durante todo o ano. Não trocar o material de estudo que você adotou e produziu por outros novos é primordial para que você atinja seus resultados mais rapidamente.

Nesse sentido, agregar novos materiais aos que você já utiliza é fazer o seu cérebro adquirir novas informações que podem não ser necessárias (caso você já tenha aprendido o suficiente para determinado assunto). Ou seja, ao invés de trazer novos exemplos para sua mente, faça questões, pois isso facilitará a memorização e apreensão de informação.

Quem nunca chegou na hora da prova e se deparou com aquela questão que “estava lá na página da esquerda onde tinha a foto daquele cavalo?”

Lembre-se: quanto mais contato, mais memorização.

O cérebro é visual

Todo esse cuidado se deve ao fato de que o nosso cérebro é extremamente visual. Nesse sentido, criar “imagens” daquilo que aprendemos, ainda que ao nosso modo, auxilia a nossa memorização. Pense quando você faz aquele desenho absurdo no seu mapa mental para representar algo que só você entende, mas que fez toda a diferença para a sua lembrança em determinado conteúdo.

Isso é agir ativamente no seu estudo. Quanto mais participamos, quanto mais temos contato, mais memorizamos. Assim, você não só ouve as informações, mas cria referências (imagens) que ajudarão seu cérebro a memorizar. E esses pequenos detalhes só existirão nos materiais que estão com você há bastante tempo.

Leia mais: Aprenda de uma vez por todas como fazer mapas mentais.

Cérebro em formato de lâmpada.

Como prender a atenção do cérebro

Imagine aquela sua apostila que praticamente só tem texto, mas que você adora a linguagem simples e direta que ela tem. Assim, você pode agregar referências a esse conteúdo criando materiais extras cheio de:

  • Imagens coloridas;
  • Esquemas para organizar informações complexas;
  • Anotações com associações entre assuntos novos e antigos.

Tudo isso facilitará as suas conexões cerebrais, aproveitará ao máximo o caráter visual do seu cérebro e ainda tornará seu material único, já que, para reter informação é preciso visualizar, repetir (revisar várias vezes) e exercitar.

E então? Ainda pensando em trocar o seu material de estudo? Espero que não, hein!?

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